História

O Circuito Liberdade foi criado em 2010, após a inauguração da Cidade Administrativa e a transferência oficial da sede do governo da Praça da Liberdade para a região Norte de Belo Horizonte. A sua criação visava transformar os prédios históricos esvaziados em espaços com vocação para a arte, a cultura e a preservação do patrimônio, reunidos como complexo cultural referência para moradores da capital mineira e visitantes.

Apesar de recente, a história do Circuito se confunde com a da própria cidade de Belo Horizonte e de Minas Gerais, pois a Praça da Liberdade foi projetada no final do século 19 para abrigar o centro administrativo do Estado, com a construção das secretarias e do Palácio da Liberdade, sede e símbolo do Governo. A inauguração da Praça e seus prédios aconteceram em 1898, tendo sido palco de importantes acontecimentos políticos que marcaram a história de Minas Gerais e do Brasil.

Primeiros passos

Em 2010, a região já abrigava o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública, o Museu Mineiro e o Rainha da Sucata. Foram eles os primeiros espaços a fazerem parte do complexo, junto com outros museus e equipamentos de cultura e formação que passaram a ocupar os edifícios das antigas secretarias de governo,como o Museu das Minas e do Metal e o Espaço do Conhecimento UFMG. Em novembro daquele ano, ocorreu a inauguração do Memorial Minas Gerais e, em março de 2012, o quarto equipamento passou a fazer parte do Circuito, o Centro de Arte Popular. Nos anos seguintes, outros espaços foram incorporados, como o Centro Cultural Banco do Brasil (2013) e a Casa Fiat (2014).

Nova Gestão

Em 2015, o Circuito Liberdade passou a ser gerido pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), visando maior articulação com o espaço urbano e os diversos grupos artísticos e populares, buscando atuar como um braço da política pública de cultura do então Governo do Estado.

O projeto viveu um processo de ampliação do seu perímetro de atuação, passando a considerar os eixos da Avenida João Pinheiro e da Rua da Bahia. Nesta perspectiva, novos equipamentos passaram a fazer parte do complexo, como o BDMG Cultural e a Academia Mineira de Letras, compondo uma agenda articulada à dos outros espaços já integrantes.

Desde sua criação o Circuito Liberdade ganhou reconhecimento como corredor cultural importante para Minas , se configurando com um dos principais complexos culturais do país.

Em outubro de 2020, a gestão do Circuito Liberdade retorna à Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG). No mesmo decreto, é ampliado o perímetro do complexo cultural, para que ele agregue, de forma integrada, equipamentos culturais do Estado e de parceiros presentes na área definida pelo projeto original de 1895 da cidade de Belo Horizonte, delimitada pela Avenida do Contorno. Destaque para a transversalidade entre cultura e turismo, com estímulo ao turismo de experiência e à economia criativa.

Hoje o Circuito Liberdade é composto por 22 instituições, que permeiam por diferentes aspectos do universo cultural e artístico.

Dentre os equipamentos culturais em funcionamento, 13 são geridos diretamente pelo Governo do Estado e os outros funcionam por meio de parcerias público-privadas ou parcerias com instituições públicas federais.

Equipamentos públicos sob a gestão do Estado

1. Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
2. Palácio da Liberdade
3. Arquivo Público Mineiro
4. Museu Mineiro
5. Museu dos Militares Mineiros
6. Centro de Arte Popular
7. Cefart Liberdade
8. BDMG Cultural
9. Espaço Cultural da Escola de Design UEMG
10. Câmera Sete
11. Palácio das Artes
12. Centro do Patrimônio Cultural Cemig
13. Sala Minas Gerais – Filarmônica

Equipamentos sob gestão de parceiros

1. Espaço do Conhecimento UFMG
2. Mineiraria
3. MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal
4. Memorial Minas Gerais Vale
5. Centro Cultural Banco do Brasil
6. Casa Fiat de Cultura
7. Academia Mineira de Letras
8. Centro Cultural Unimed-BH
9. Casa Funarte Liberdade

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