Casa Fiat de Cultura convida Máximo Soalheiro para bate-papo virtual sobre a arte da Cerâmica

A cerâmica é uma das primeiras manifestações de caráter estético da humanidade. Partindo do barro, tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial e de Minas Gerais. Para celebrar essa arte e comemorar o Dia do Ceramista, a Casa Fiat de Cultura realiza o Encontros com o Patrimônio “Cerâmica Artística: tradição e contemporaneidade”. O convidado é o artista e ceramista Máximo Soalheiro, que fará um bate-papo ao vivo com a historiadora e coordenadora do programa educativo da Casa Fiat de Cultura, Clarita Gonzaga. O evento será realizado no dia 30 de maio, das 11h às 12h30, com participação gratuita e inscrições pela Sympla.

 

Serão abordados os aspectos históricos, patrimoniais, artísticos e turísticos da cerâmica, assim  como os vestígios arqueológicos, o desenvolvimento das diferentes técnicas – como a modelagem de mão, placa e torno –, além de rotas turísticas, com destaque para o Vale do Jequitinhonha, cujos ofícios e expressões artísticas relacionadas ao artesanato em barro foram reconhecidos como Patrimônio Cultural do Estado de Minas Gerais, em dezembro de 2018.

 

Haverá apresentação, ainda, de dicas de percursos que incluem ateliês de artistas ceramistas e espaços culturais com acervos cerâmicos permanentes, além de feiras e cooperativas. Clarita Gonzaga ressalta que a patrimonialização das técnicas e dos fazeres na cerâmica constitui importante aspecto do Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro, especialmente porque essa prática se confunde com as próprias rotas turísticas de Minas Gerais, já que acompanharam o desbravamento de territórios, seja na produção de utilitários, seja na de peças artísticas e decorativas. “São saberes que viajam com aqueles que os detêm e compartilham. Assim, se espalharam pelo Estado, à medida que Minas ia se constituindo”, explica Clarita.

 

O artista e ceramista Máximo Soalheiro, importante nome do cenário artístico brasileiro, vai ressaltar as diferentes técnicas de composição dos trabalhos que realiza há mais de 40 anos – entre elas, os processos de pigmentação e queima da argila, os diferentes tipos de expressões da cerâmica, a ressignificação de objetos do cotidiano, por meio da estetização das peças de barro, e como a funcionalidade dessas peças interfere diretamente em seu formato.

 

Além disso, Máximo vai falar sobre a alquimia de saberes – como ele mesmo chama –, que envolve o desenvolvimento da cerâmica com outros tipos de arte. No caso dele, há relação bastante próxima entre o fazer do barro, a moldagem da argila, a tipografia e a música. “Quando se está na oficina, tudo isso se mistura, quase de forma automática. Parecem saberes distantes, mas são muito próximos, e eu me identifico bastante com essa dinâmica”, ressalta o artista, ao pontuar que chegou a iniciar os estudos na Escola de Música da UFMG e, hoje, consegue unir as duas artes.  Durante o evento, serão exibidos, ainda, vídeos com instalações do artista, que constituem verdadeiros instrumentos musicais com notas e timbres dos mais variados.

O Encontros com Patrimônio “Cerâmica Artística: tradição e contemporaneidade” é realizado pela Casa Fiat de Cultura, com apoio do Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com Patrocínio da Fiat e do Banco Safra, copatrocínio da Expresso Nepomuceno, da Sada e do Banco Fidis. O evento tem apoio institucional do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha) e do Governo de Minas e do Governo Federal, além do apoio cultural do Programa Amigos da Casa, da Brose do Brasil e da Brembo.

 

 

Máximo Soalheiro

Máximo Soalheiro nasceu em Sardoá, Minas Gerais, em 1955. Aos 12 anos, mudou-se para Belo Horizonte, onde completou seus primeiros estudos. Em 1974, iniciou seu trabalho e suas pesquisas em uma olaria próxima a Betim (MG). Montou seu atelier em 1978, no tradicional bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte. Desenvolveu trabalhos em diversas áreas, como artes plásticas, arquitetura, desenho de objetos, desenho gráfico e produção de imagens.

 

Manteve contato e desenvolveu trabalhos, durante toda sua carreira, para as mais variadas empresas e instituições culturais. Dentre elas, estão CVRD (Companhia Vale do Rio Doce), CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), Cemig, Acesita, MBR, Fiat, Usiminas, Instituto Moreira Salles, Cemig, Editora Abril, Álamo Engenharia, Promenade, Gafisa (Gomes de Almeida Fernandes), SMP&B, DNA, Lamil (Lages e minérios ltda), Fundação Pitágoras, Centro Educacional Projeção, Tok&Stok, Construtora Caparaó, UFMG, UFOP, UFSJ, British Council, SindusCom, Rede Globo, AngloGold Ashanti, MCT – Ministério de Ciência e Tecnologia, Google, Youtube.

 

Em 2012, a convite da Fiat, desenvolveu um carro conceito junto ao Centro Estilo de Design da Fiat. Nesse projeto, foram criadas novas cores e padronagens, com base na pesquisa que há anos vinha desenvolvendo na cerâmica, na tipografia e em suas instalações. A peça integrou a exposição “Design de Carros: Rupturas e Inovações na Casa Fiat de Cultura”, dentro da Bienal Brasileira de Design.

 

 

Casa Fiat de Cultura

A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar as mais prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braile e atendimento em libras. 

 

Mais de 60 mostras de consagrados artistas brasileiros e internacionais já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 15 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. 

 

A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 3 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 560 mil participaram de suas atividades educativas.


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