Equipamentos do Circuito Liberdade oferecem atividades gratuitas no mês do carnaval

Espetáculos da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança também fazem parte da programação.

Com muito batuque, marchinhas, glitter e fantasia, os espaços que integram o Circuito Liberdade entraram no clima do carnaval e apresentam em fevereiro oficinas, shows, aulas e atividades diversas para todos os públicos. Além da programação extensa dos educativos, os museus também contam com exposições, rodas de conversa e peças de teatro, que fazem parte da 46ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. A programação completa está no site circuitoliberdade.mg.gov.br.

PROGRAMAÇÃO

No ritmo do batuque de carnaval o MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal realiza o ensaio aberto do bloco Unidos da Estrela da Morte. Formado por membros do fã clube mineiro da saga Star Wars, que já existe há 20 anos na capital, o grupo desfila nas ruas de Belo Horizonte, dentro da programação oficial de carnaval. O repertório apresenta ritmos de samba-reggae, bem como abrange a orquestra de John Williams e trilhas sonoras de filmes clássicos, séries, desenhos e videogames. Ainda no cenário musical, o museu recebe o show do conjunto “Outra Coisa”, que conta com os músicos Silas Prado nos saxofones e flauta, Lucas de Mello na Guitarra, Egberto Brant no Baixo e Victor Mendes na Bateria. A banda surgiu em 2018, na Escola de Música da UFMG, a convite do Savassi Festival para representar a UFMG no festival de jazz no Palco UFMG e traz em seu nome referências às obras do compositor Moacir Santos, buscando inovar nos arranjos e composições, em sintonia com o próprio nome e de influências como do próprio compositor, além de nomes como Hermeto Pascoal, Leitieres Leite, Lea Freire, Rafael Martini, Egberto Gismonti, Toninho Horta e outros.

O Memorial Minas Gerais Vale conta este mês com apresentações gratuitas para os foliões. Formado por mulheres, o bloco “Pele Preta” consiste em uma estreante banda com bloco afro-feminista formada por artistas negras que já desenvolvem trabalhos artísticos pela capital mineira. A apresentação tem como principal característica a construção de toda a concepção artística e musical realizada por elas. A criançada não vai ficar de fora dessa! No projeto Bailinho de Carnaval, o museu apresenta o “MPBaixinhos Para Todas as Idades”, que este ano traz as principais canções da música infantil brasileira, das cantigas de roda aos grandes hits dos anos 80, em um musical lúdico, com circo, dança e instrumentos feitos de material reutilizável. Um show para encantar e emocionar baixinhos de todas as idades. E para fechar, que tal aprender maquiagens brilhantes para o carnaval deste ano? O equipamento realiza a oficina “Maquiagem Marabrilhosa” com a maquiadora e Drag Queen Gabriela Dominguez, que de um jeito prático, rápido e criativo propõe um encontro divertido com técnicas e dicas simples para a elaboração de maquiagens carnavalescas, como a aplicação de glitters, customização e aplicação de cílios de papel, sombreados coloridos, higienização e cuidados com a pele. Tudo em uma linguagem simples, fácil e inspirada no clima e na irreverência dos bloquinhos da capital.

Para falar sobre um dos carnavais mais antigos e tradicionais do mundo, a Casa Fiat de Cultura oferece no ateliê aberto, a oficina “Carnaval de Veneza”, que nesta atividade os participantes serão convidados a conhecer mais sobre a cultura das máscaras venezianas e a elaborar, de maneira criativa e lúdica, sua própria máscara de carnaval, utilizando as técnicas de colagem e quilling. Ainda neste mês, o espaço realiza a atividade “Encontro com o Patrimônio”, que nesta edição especial de carnaval, o percurso passará por locais que sediaram e sediam famosos bailes da cidade. Aberta para visitação ao público, a exposição “Percorsi Italiani: 120 anos de história” remonta percursos dos imigrantes italianos que mesclam aos fatos marcantes da história da Fiat, criada há 120 anos na Itália. Vídeos, objetos, instalações e mais de 100 fotografias históricas que revelam as esperanças e os desejos de recomeço na capital de famílias que trouxeram consigo a paixão, o afeto, a coragem e a inovação.

Pela primeira vez em exposição no Centro Cultural Banco do Brasil, a mostra “Poteiro – O Popular e o Público” retrata a retrospectiva inédita do pintor e ceramista português Antônio Poteiro, com curadoria de Leno Veras. Com obras produzidas a partir da década de 60 até seu falecimento, ocorrido em 2010, a exposição apresenta o panorama imaginário da integração das diversas manifestações de religiosidades, folclores, histórias e memórias, experiências e oralidades, construídas pelo artista ao longo de sua vida. Além disso, o público terá acesso, pela primeira vez, às fotografias do arquivo pessoal de Poteiro junto as personalidades da cena cultural brasileira, como Burle Marx e Jorge Amado. Para falar sobre o Dia Internacional de Luta Contra o Câncer na Infância, o Programa CCBB Educativo em parceria com a Casa AURA e a arte-terapeuta Cláudia Cristina Andrade, irão propor ações especiais para a celebração da vida e fortalecimento da luta contra a doença que acomete milhares de crianças e adolescentes brasileiros anualmente. Neste dia especial, o museu recebe crianças acolhidas pela AURA para uma experiência prática em arte. Para os cuidadores familiares e profissionais o CCBB terá uma intervenção vivencial - O autocuidado de quem cuida - que propõe uma reflexão através de informações sobre conscientização corporal, inteligência emocional, auto-amor e atenção plena, construindo a ponte entre corpo, mente e alma, favorecendo ao cuidador uma renovação de recursos e ferramentas terapêuticas para o autocuidado.

Integrando a 46ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, o Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube recebe este mês diversas atrações para todas as idades. O espetáculo “Batuca Tango” da cia El Abrazo Tango leva para o palco as origens mais remotas do tango e faz o público voltar muitos anos na história. O nome do estilo de dança tem origem na imitação do som do tambor tangô, palavra também utilizada para nomear o local em que se dançava. No espetáculo, coreografias em grupo, sapateados e o som dos tambores prometem resgatar um pouco desse legado. Pelo Grupo Galpão, a peça “Nós” irá debater questões atuais, como violência e intolerância, a partir de uma dimensão política. No espetáculo, a plateia é convidada a presenciar situações de opressão e de convívio com a diferença, provocadas pelas relações de proximidade entre artista e espectador, ator e personagem, cena e plateia, realidade e ficção. Para o público infantil o clássico “Peter Pan” conta a história de um pequeno rapaz que se recusa a crescer e passa a vida a ter aventuras mágicas, caracterizado como um personagem clássico da literatura, eternizado pelos estúdios Disney na animação de 1953. Em produção da cia Cyntilante, a peça apresenta interação com as músicas cantadas ao vivo e o visual impecável dos personagens que promete encantar crianças e adultos.

A exposição Mundos Indígenas está aberta para visitação no Espaço do Conhecimento UFMG. A mostra é resultado de uma experiência inédita no museu. Neste projeto, os conceitos fundamentais foram propostos por um conjunto de curadores indígenas. Para apresentar o mundo dos Maxacalis, os escolhidos foram Sueli e Isael. Dona Liça e Kanatyo mostram o mundo Pataxoop, enquanto Vicente, Edvaldo e Célia são curadores Xacriabás. Recém-premiado com um Nobel alternativo pela proteção do seu povo e da Amazônia, Davi Kopenawa se junta a Joseca na curadoria Yanomami. Júlio Magalhães e Viviane Rocha são os indígenas responsáveis pela curadoria Ye’kwana. A exposição foi produzida em parceria com grupos de pesquisa e extensão da UFMG. Este mês a atividade “Clubinho de Leitura: Conhecendo os Tehêys” irá contar um pouco mais sobre o povo Pataxoop e seus saberes, narrativas e costumes sobre a aldeia Muã Mimatxi, localizada no município mineiro de Itapecerica, Minas Gerais. O museu também oferece a atividade “Experimentando histórias Yãmîs”. Durante a atração, os pequenos vão entender melhor a relação do povo indígena com os yãmîys, conjunto de espíritos da floresta, como a onça, o quati e o javali. Para isso, a criançada vai ouvir histórias, assistir a um filme, e poderá experimentar máscaras confeccionadas pelos próprios indígenas para participar de jogos e brincadeiras.

O Centro de Arte Popular também cairá na folia este mês! Realizado pelo artista plástico Léo Piló, o museu realiza gratuitamente a oficina “Confecção de Máscaras e Adereços de Carnaval”. O artista irá ensinar os participantes a confeccionarem máscaras e adereços de carnaval utilizando materiais descartáveis. Ainda aberto à visitação, a exposição “Folia das Cores e do Movimento”, de Willi de Carvalho, retrata aspectos e costumes da vida rural e das tradições populares para nos contar as suas histórias.

A exposição “Rede Minas 35 anos – Seu lugar, seu mundo”, que retrata os caminhos e histórias da emissora ao longo dos seus 35 anos, está aberta ao público no Museu Mineiro. A mostra de cunho cultural e educativo, foi inaugurada no ano de 1984. Opera no canal 9 (17 UHF digital) e é a terceira maior emissora pública de televisão do país, retransmitindo a programação da TV Brasil e da TV Cultura, além de contar com afiliadas dentro e fora do estado de Minas Gerais. Você também pode conferir a exposição temporária “Não há estagnação – apenas movimentos tempestuosos” que expressa obras de 58 artistas do acervo dos 7 museus do Estado sob a guarda e conservação da Diretoria de Museus.

Clique AQUI e acesse a programação completa.Clique AQUI e acesse a programação completa.

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